sexta-feira, 9 de abril de 2010

A felicidade existe


Ergo a minha taça
Ao homem
Que soube escolher
O seu destino
Sem pedir opiniões.
Bebo da mesma taça
À mulher
Que viveu
Com esse homem
Sem se cruzarem.
Por tudo isto
Ainda acredito
Que a felicidade existe.
Bravo

terça-feira, 6 de abril de 2010

Imortalidade


Caio…
Caio…
Num abismo sórdido
Em rodopios de silêncio.
Procuro
A imortalidade
Da alma impura.
Que no passado
Caiu na noite escura.
E que
A uma vida
De pecados
Não perdura.





Bravo

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Saudosismo


Olho as escarpas
No soalheiro do monte
E regresso
Ao passado
Das minhas memórias.
Saúdo a criança
Para onde
Me transporto
Num saudosismo
De pequenas glórias.
Bravo

A silhueta


O pássaro voa
Num céu escarlate
Na procura
Da sua sombra.
A silhueta
Que passa
Esconde-se na penumbra
Mendigando a luz.
Lá em cima
A vida nasce
Numa paleta de cores.
Bravo

Lembro-me!...


Lembro-me…
Lembro-me
De percorrer
Uma longa estrada
Sem um final à vista.
Infinita não era.
Infinitos!...
Eram os meus pensamentos.
Bravo

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Perfume do nada


No interior do nada
Existe algo.
Algo que nos faz recordar
A nossa existência.
Algo intrínseco
Comum a todos nós.
Existência.

Existência
Que não existe
No sabor da vida,
Na pigmentação da pele,
Na paz do sonho
No tormento do pesadelo.

Força
Numa ligação presente
Ao abismo da mente
No abraço
De um amor ausente.
No querer
E não poder
Cheirar
O perfume do nada.

Num esgar de tempo


Alguém
Bateu a porta
Com força
Sem desfazer
O sentido
Da expressão
Facial.
Num esgar
De tempo
Solucionou-se
O mistério.
O espírito
Sempre esteve presente
Nos amantes
Invisíveis
De paixão.