quinta-feira, 20 de maio de 2010

Os sons do silêncio.


Sinto-me só
Entre gente!
Entrego-me à ousadia
De ouvir os sons do silêncio.
Procuro nesta solidão do momento
A música de tua dança.
Que me acalma os sentidos
Desta dor de ausência.
Ausência de tudo e de todos
Até deste corpo que habito,
Deste sussurro, deste grito…
Da nostalgia dos meus dias
De onde escorre
A negra noite.
Ainda que por muito me afoite
Caminhar, nas brumas do que sou,
Desvendar os seus segredos.
Regresso para onde vou.
À música de tua dança.
Que povoa e exalta em mim
Os sons do silêncio!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Porque existo?!


Hoje…
Eu só queria
Perceber o motivo porque existo!
Descobrir caminhos
Que me levem à verdade…
Ou não?!
Metamorfosear-me
No vento que passa
E na chuva que cai.
No sol e no mar.
E navegar!...
Navegar sem rumo aparente.
Sem passado,
Sem futuro,
Nem presente.
Rumo ao longínquo horizonte.
Desta existência
Que procuro…
Ou não?!

domingo, 16 de maio de 2010

Escondo-me nas palavras!


Escondo-me nas palavras
Do que disse
E não disse.
Acobardo-me
Do que nunca te direi.
Faço dos meus dias
A minha penitencia.
E das noites
A escuridão da minha alma.
Hoje vivo…somente…
Das migalhas da tua presença!...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Uma noite lilás!


A linha curva
Da terra
Invisível se torna.
Nas curvas femininas
De um corpo magnetizado
De êxtase e sedução.
Iluminado
Por uma lua metálica
Abraçada
Por uma noite lilás.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Basta de palavras...


Recorde-se
Um dia
De chamar por mim.
Não para me criticar,
Não para me julgar,
Mas simplesmente...
Para me olhar.
Basta!...
Basta
De palavras supérfluas!...

Hoje, sinto-me feito de nadas...


Sinto!
A nostalgia das sombras
Deitada a meu lado.
Percorro o caminho da noite
Feito de cardos.
Lanço facas
Ao abismo do acaso.
Deito-me, embalado,
Na bandeira da guerra
E deixo-me levar…
E tudo porquê!?
Porque, hoje, sinto-me feito de nadas…

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sonhei!...


Sonhei!...
Sonhei que conseguia voar.
E voei para longe…
Muito longe!...
Para lá de onde
O horizonte termina…
Para o sitio
De onde vem o amor.