sexta-feira, 7 de maio de 2010

Jantar com Eva


Procuro…
Neste meu encontro
Com o abstracto
Uma nesga
De realismo.
Que me faça sentir…
Que existo.
Só, assim, posso desfrutar
Deste jantar de pecado.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Quero ser só eu.


Vou abstrair-me de tudo…
Tenho saudades de mim!
Quero ser só eu.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Atracção!...


Olho…
Para a nudez do corpo feminino!
E imagino-me!...
Numa estrada cheia de curvas,
Sinuosas e até perigosas,
Percorro-a lentamente…
Enquanto aprecio a paisagem.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Vento que passa


Vento que passa
Na falsa penumbra
Um olhar
Que espreita
Na noite soturna.


Uma gota de água
Que desliza sozinha
Numa imensidão
De águas profundas.


Solta-se o canto
Abre-se o sol
Liberta-se a luz.
Na ave
Que transporta a luz
O espírito renasce.


Cuidado
A todos aqueles
Que quebram os elos
Com o amor.








segunda-feira, 3 de maio de 2010

Viajar nos sentidos...


O cheiro a maresia
Desse teu orvalho doce.
Faz-me viajar
Nos sentidos…
Para onde as pétalas caem.

Nesse jardim
Em que me perco
Para não mais me encontrar.

domingo, 2 de maio de 2010

A palavra Mãe.


A palavra Mãe
Por si só é já um poema.
É o único
Onde convergem
Todas as palavras de amor.

Dedico este, pequeno grande, poema a todas as mães deste mundo.
Porque elas são o mundo.

Um beijo enorme a todas as mães.

Reencontro.


Sigo em frente
Sem nunca olhar para trás.
Os medos!
Perseguem-me!
Aterrorizam-me…
Deslizo
Por entre caminhos
Como se levitasse.
Alcanço por fim…
O vazio
Do tão esperado momento.
Carrego-me de energia
E perco-me…
Para me encontrar.