skip to main |
skip to sidebar
Procurei
O Arco-íris
E pedi-lhe todas as cores
Para pintar o teu retrato.
Ao qual ele me respondeu!
Será esse retrato teu
Mais importante do que eu?!
Eu que coroo a terra de cores!
Eu que vivo no sonho das crianças!
Eu que indico o local de todas as riquezas!
E é esse teu retrato assim tão exuberante?!
É, tenho a certeza que é.
Eu não lhe conheço o rosto!
Mas conheço-lhe a alma.
...vivem em mim,
Independentes da minha vontade!
Sou uma sombra
Que passa
E que na penumbra se prolonga
Para lá do meu gélido túmulo.
Nesta noite vestida de trevas
Onde a lua, soberba, se veste de branco puro.
Sou destino marcado.
Sou senda infinita.
Parido das brumas do tempo.
Sou morte do nada que sou.
Sou estrangulamento
Da luz que brilha altiva.
Deito-me na terra barrenta
Na terra que me abraçou.
Deixo-me ir com o vento
O vento que por ali passou.
Disperso pelo universo
Esse universo que sou.
Dessa alma que persiste
Em não perceber que existe.
As pedras da calçada
Conhecem-me pelos passos.
Até me tratam por tu.
E sussurram-me em uníssono
Olá Josééééé…
É o déjà-vu diário.
E é este o meu mundo físico!
O mundo que eu não escolhi.
Imagino-me!
Deitado nas nuvens brancas
Que acariciam o sol.
E deixo-me levar…
Em rodopios de azul.
Lá, em baixo…
Deixei a escuridão.
Dei
Um salto no tempo
Do que sou.
Fui ao futuro.
Regressei ao passado.
E nada mudou!