domingo, 13 de junho de 2010

O teu retrato.


Procurei
O Arco-íris
E pedi-lhe todas as cores
Para pintar o teu retrato.
Ao qual ele me respondeu!
Será esse retrato teu
Mais importante do que eu?!
Eu que coroo a terra de cores!
Eu que vivo no sonho das crianças!
Eu que indico o local de todas as riquezas!
E é esse teu retrato assim tão exuberante?!
É, tenho a certeza que é.
Eu não lhe conheço o rosto!
Mas conheço-lhe a alma.

As palavras...


...vivem em mim,
Independentes da minha vontade!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Sou uma sombra que passa...


Sou uma sombra
Que passa
E que na penumbra se prolonga
Para lá do meu gélido túmulo.
Nesta noite vestida de trevas
Onde a lua, soberba, se veste de branco puro.

Sou destino marcado.
Sou senda infinita.
Parido das brumas do tempo.
Sou morte do nada que sou.

Sou estrangulamento
Da luz que brilha altiva.
Deito-me na terra barrenta
Na terra que me abraçou.
Deixo-me ir com o vento
O vento que por ali passou.
Disperso pelo universo
Esse universo que sou.

Dessa alma que persiste
Em não perceber que existe.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

Déjà-vu!



As pedras da calçada
Conhecem-me pelos passos.
Até me tratam por tu.
E sussurram-me em uníssono
Olá Josééééé…
É o déjà-vu diário.
E é este o meu mundo físico!
O mundo que eu não escolhi.

domingo, 6 de junho de 2010

Em rodopios de azul!


Imagino-me!
Deitado nas nuvens brancas
Que acariciam o sol.
E deixo-me levar…
Em rodopios de azul.

Lá, em baixo…
Deixei a escuridão.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Um salto no tempo!


Dei
Um salto no tempo
Do que sou.
Fui ao futuro.
Regressei ao passado.
E nada mudou!